Eu vivi isso de perto, toda emoção, acompanhada de um autêntico e apaixonado Espanhol, José meu namorado, amigo e com quem tive a alegria de compartir esse momento inesquecivel na história não somente do futebol, mas do mundo.A Espanha há muito tempo era apontada como favorita para o título da Copa na África do Sul, a Espanha que fazia sempre um primeira fase impecável como em 2002 e 2006, a Espanha que ganhou a Eurocopa de 2008 e que encantou o mundo. A melhor equipe dos últimos quatro ano pelo menos não poderia ter seu destino traçado só por uma derrota não merecida na estreia. A Fúria precisava mudar esse destino lamentável e acabar com seus próprios problemas de sucumbir em momentos decisivos, o mundo e os espanhóis precisavam disso.
Nenhum empate e nenhuma derrota nas eliminatórias, todos apontando a Espanha como favorita ao título e todas as equipes entrando em campo com um medo imenso de serem derrotados. Atá a Alemanha na semifinal jogou na retranca diante dos espanhóis. Era exatamente esse medo de perder ou falta de coragem para ganhar que a Espanha não tinha nessa Copa do Mundo de 2010. Até mesmo contra a Suiça a equipe jogou muito bem, indo para cima do adversário e tentando o gol de qualquer forma. Os bonitos toques de bola, a defesa quase intransponível, ninguém jamais havia ficado sem tomar nenhum gol na segunda fase de uma Copa do Mundo em todos os tempos. Não se pode dizer que a Espanha não tenha brilhado nesse Mundial, cada um dos gols marcados teve um brilho especial, cada gol em cada vitória de 'apenas' um a zero foi extremamente importante e iluminado, nenhum momento dessa bonita trajetória pode ser esquecido.Joanesburgo parou neste domingo 11 de julho em um dia que nem a África e nem o mundo vão esquecer tão cedo. A Copa da alegria, das vuvuzelas e da jabulani chegava em seu momento decisivo. De um lado a Espanha que jamais havia chegado em uma final na sua história, e do outro a Holanda que tinha 100% de aproveitamento nessa Copa do Mundo e uma campanha idêntica a do rival na fase elim
inatória. As duas melhores equipes da atualidade se enfrentando diante de mais de 84 mil pessoas no estádio e outras milhões espalhadas por todo o mundo, Nelson Mandela compareceu, as autoridades holandesas e espanholas e até o grande ator Morgan Freeman. Sorte mesmo é que Mick Jagger não estava presente, e ninguém sabe o que seria se o líder dos Rolling Stones resolvesse aparecer vestido com a camisa da Espanha, já que o Polvo Paul havia dado o seu palpite, havia apostado na Fúria, e não poderia errar nem com o pé frio nas arquibancadasEstando Mick Jagger escondido de Laranja ou não a Holanda pagou p preço de fazer o que todos fizeram ou não conseguem evitar fazer contra a Espanha. Deixam o adversário jogar, recuam e ficam esperando o contra ataque, se esquecem que a defesa da Espanha também é excelente, que o goleiro Casillas também pode ser o herói quando defende o gol em duas oportunidades claras de Robben. Esquecem que a Espanha mesmo sem mais nenhum gol do artilheiro David Villa é um time completo, que tem Sergio Ramos para assustar logo no começo do jogo com uma cabeçada fulminante, que tem Xavi correndo muito e que tem também Navas e Fabregas para assustarem ainda mais quando entram no segundo tempo. Não dava para esperar outro resultado que não fosse um empate entre as duas Seleções mais equilibradas e consistentes dos últimos anos, mas Espanha no fundo é mais time, ataca mais, busca mais o gol e é recompensada. A história de revés inicial e final da Alemanha, Argentina e Itália não poderia se repetir desta vez.
Nunca se viu uma Copa na África, nunca se viu uma final sem Brasil, Alemanha, Itália e Argentina. Nunca se viu uma equipe ganhando uma Copa fora de seu continente que não fosse o Brasil, nunca se viu antes um título seguido de europeus que não fosse da Itália e nunca se viu o time que perde na estreia ser campeão. Nunca se viu um time não tomar gols no mata-mata e nunca ninguém tinha visto a Espanha levantar a taça. O dia para tudo isso ocorresse de uma vez só chegou, chegou somente no segundo tempo da prorrogação de forma sofrida, dramática e emocionante. Chegou através dos pé de Iniesta porque a Espanha não tem só um herói, tem vários heróis, desde o goleiro até os defensores, o meio do campo e os atacantes, é um time completo, um time que tem coragem de atacar sempre e não recuar jamais, um time que foi temido e que superou seus adversários com muita força e determinação. Chega de ficar pelo caminho, a Espanha da forma mais justa e merecida possível é campeã da Copa do Mund
o de futebol, um feito inédito que entra para a história e jamais será esquecido.Com o fim do jogo, o seleto clube de campeões mundiais ganhou um novo sócio. Agora são oito os países campeões.
A Espanha é uma legítima campeã. Apesar da estreia com derrota para a Suíça, o time conseguiu mostrar, ao longo da competição um futebol talentoso, onde brilharam jogadores como Villa, Xavi, Iniesta e Xabi Alonso. Na defesa, Puyol e Piqué foram sempre seguros, além de representarem perigo todas as vezes em que subiam para tentar a cabeçada na área adversária. No gol, Casillas mostrou firmeza e fez, na final, sua melhor partida, com defesas fundamentais para o título.
Ser campeã do mundo era um sonho antigo da Fúria, como a seleção espanhola é chamada. O sonho sempre esbarrava no meio do caminho. Desta vez, os espanhóis foram mais eficientes na busca do título. Fazer um gol na Espanha, como vários adversários viram, era quase impossível.
Com o título, a euforia na Espanha foi grande. Multidões comemoraram em Madri e em todas as cidades do país. Uma torcida apaixonada que, enfim, pode soltar o grito de campeã.







